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É comida saudável que você quer? Ela está na sua cozinha!

POR: Rose Campos

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É comida saudável que você quer? Ela está na sua cozinha!

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Tempo de leitura: 4 minutos

Se o seu objetivo é viver mais e melhor, esqueça tudo o que você já ouviu ou leu sobre dietas – principalmente as da moda – e volte a frequentar sua cozinha. Mas não somente para assaltar a geladeira. J Lembra daquele prato especial da sua infância que sua mãe ou sua avó faziam com tanto carinho? Recuperar essas memórias afetivas e resgatar essas receitas são ações que estão na ordem do dia para quem está em busca de um estilo de vida mais saudável.

O conselho vem de alguém que há mais de duas décadas se dedica profissionalmente ao universo da gastronomia, a jornalista especializada Guta Chaves, autora do livro Expedição Brasil Gastronômico (Ed. Melhoramentos), vencedor do Prêmio Jabuti 2014 na categoria Gastronomia, entre vários outros títulos da área que escreveu ou ajudou a escrever. “Levar para nossa mesa o resgate de nossa história familiar, por si só, já é uma forma interessante de retomar a alimentação natural. Porque nossas mães ou avós, tempos atrás, não tinham à mão uma série de recursos que temos hoje para cozinhar, que são os alimentos ultraprocessados”, diz a jornalista.

A questão é que, quanto mais processados – ou industrializados – os alimentos, mais conservantes e outros aditivos químicos eles tendem a ter. E, consequentemente, nada mais distante da alimentação natural. “Mas é preciso não confundir os ultraprocessados com alimentos processados. Um queijo, por exemplo, é processado, mas ainda assim pode ser considerado natural e saudável. Em minha infância em Minas, por exemplo, os queijos da Serra da Canastra fizeram parte da minha história e estão gravados em minha memória afetiva. Assim como os quitutes, as chamadas quitandas mineiras, tão deliciosas, que são patrimônios imateriais do nosso povo”, ela completa.

Por outro lado, alguns itens que vendem a imagem de naturais podem não ser tão saudáveis assim. Como os sucos de caixinha, que em geral concentram uma alta quantidade de açúcares e conservantes.

Consumir alimentos frescos ou in natura, com muitas frutas e outros vegetais, e ter o cuidado de compor pratos coloridos (com pelo menos cinco cores) em cada refeição são outras dicas. Sem esquecer que o aspecto comportamental faz parte da nossa alimentação. “Ter companhia na cozinha e preparar junto a refeição também é muito saudável. Assim como poder compartilhar a comida”, Guta sugere. “Não importa que seja um prato simples, como o tradicional arroz com feijão com bife e salada do brasileiro, que acaba sendo uma combinação muito equilibrada, do ponto de vista da nutrição”, resume.

Um guia para não errar

Até o atual sucesso dos programas e realities voltados à experiência culinária parece sinalizar uma necessidade inata. O retorno ao próprio fogão, afinal, não é apenas um apelo de charme da vida moderna. É também algo que parece estar gravado em nosso DNA. E embora nem todos trafeguem com desenvoltura entre a cozinha e a sala de jantar, podemos cada vez mais contar com apoios para fazer as escolhas certas.

Um deles é o Guia Alimentar para a População Brasileira, que resulta de um amplo estudo feito pelo Ministério da Saúde. “Ali eles colocam o que há de mais atual em termos de orientação alimentar e é muito importante que o maior número de pessoas possível tenha acesso a ele”, opina a jornalista Guta Chaves.

Na publicação, as informações são claras e vão desde como selecionar os alimentos que colocamos à mesa até os dez passos para uma alimentação adequada e saudável. O interessante é que o texto dá ênfase não somente ao tipo de alimento escolhido, mas também à forma como o consumimos. Comer sozinho, sentado no sofá, enquanto assiste à televisão, ou então sentado à mesa com familiares ou amigos, por exemplo, pode influir tanto no tipo de alimentos que serão consumidos – mais ou menos saudáveis – como também em sua quantidade.

A regra de ouro do Guia reforça o que vimos no início deste texto: “Prefira sempre alimentos in natura ou minimamente processados e preparações culinárias a alimentos ultraprocessados”. Isto significa que é muito melhor optar por água, leite e frutas em vez de refrigerantes, bebidas lácteas e biscoitos recheados. E também que é bem mais saudável consumir comida feita na hora e na sua cozinha (como sopas, saladas, arroz e feijão ou macarronada e legumes cozidos, entre outros) do que macarrão instantâneo, pratos congelados e vendidos semi-prontos no supermercado ou sanduíches com frios e embutidos.

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